sexta-feira, 22 de maio de 2020

ENSINO RELIGIOSO 7ºA e B

DATA: 22/05/2020


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A História da Religiosidade do Povo Brasileiro

A religião e religiosidade expressam a cultura contemporânea, um emaranhado de significados simbólicos que permite entender o universo das ideias e mentalidades, os ritos do cotidiano, as relações sociais e as instituições políticas; enfim, permite entender a alma do povo brasileiro. Neste sentido, a análise do período colonial alcança as raízes da formação deste sistema de crenças. A miscigenação cultural, durante a constituição colonial, criou no Brasil um conjunto de elementos religiosos polissômicos, comunicando vários sentidos que deixam transparecer o econômico, o social, o lúdico e o étnico. Um sistema cultural que espelha o sincretismo e a extrema capacidade adaptativa do povo brasileiro, capaz de absorver características externas e transformá-las.

O papel da igreja católica

Em certo sentido, o achamento do Brasil esteve inserido dentro do ideal de CRUZADAS presente em Portugal. Os LUSOS desbravaram os oceanos em busca de cristãos e especiarias, pretendendo encontrar riquezas que pudessem ser comercializadas e cristianizar o mundo. Portanto, a origem do processo de ocupação territorial da Terra de Santa Cruz, serviu de certa forma, as intenções da igreja católica. Os portugueses que vieram para o Brasil estiveram inseridos no universo mental de seu tempo e espaço, partilharam o ideal de cruzada, adotando o catolicismo como insígnia do poder da coroa.
Diante desta concepção, todo o não católico foi considerado um inimigo em potencial, a não aceitação da fé em cristo foi considerada como contestação do poder do rei e afronta direta a todo português, uma motivação que incentivou, dentre outros fatores, o extermínio dos indígenas, vistos como pagãos e infiéis. Os verdadeiros donos da América foram diabolizados, ao contrário do que levaria supor o estereótipo do bom selvagem em voga ainda hoje, e que tantas vezes falseou a retratação dos ameríndios quinhentistas. Uma posição adotada até mesmo por muitos jesuítas, tal como o padre Manuel da Nóbrega, conhecido por defender o direito de liberdade dos nativos cristianizados. Para ele, “se o gentio fosse senhorado ou despejado” de sua terra, “com pouco trabalho e gasto”, a coroa portuguesa “teria grossas rendas nestas terras”; sendo necessário reduzir os índios a “vassalagem”. Aqueles que resistissem deveriam ser exterminados, posição defendida por Nóbrega em carta escrita na Bahia, endereçada ao padre Miguel Torres, presente em Lisboa, datada em 8 de maio de 1558. Dentro deste contexto, a construção de igrejas passou a delimitar a conquista territorial, garantindo a soberania do Estado perante os gentis, criando mecanismo de conversão forçada dos nativos e aculturação em prol dos valores europeus.



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