DATA 12/08/2020
2A – EDUARDO
HABILIDADES/OBJETIVO: Discutir, analisar e sistematizar acerca das noções de
sujeito e objeto; qualidades objetivas; conhecimento e subjetividade; ceticismo
e dogmatismo, do problema da verdade.
ATIVIDADE: 01) QUEM FOI KANT?
LINK DE VIDEO AULA: https://www.youtube.com/watch?v=2-HlwkOBueE
2B NARA
Atividades e Orientação:
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Coloque
a data e o assunto da aula em seu caderno,
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Leia
atentamento o texto explicativo,
·
Copie
com letra legível, o texto.
Revolução copernicana
Revolução copernicana é o nome que se dá à profunda
transformação na concepção do universo, ocorrida
no início da Idade Moderna,
com a proposição de um sistema planetário heliocêntrico (“centrado
no Sol”, da palavra grega para Sol, helios) em lugar do modelo geocêntrico (“centrado
na Terra”, da palavra grega para Terra, geo). Diz-se “copernicana” porque tal
revolução científica foi iniciada pelo trabalho do astrônomo e cônego
polonês Nicolau
Copérnico (1473-1543), o primeiro a propor um modelo heliocêntrico com
detalhes matemáticos bem desenvolvidos.
É importante ressaltar que é justamente a
presença de desenvolvimento matemático no modelo proposto por Copérnico que
justifica o pioneirismo a ele atribuído. Muitos séculos antes do período da
revolução copernicana, a ideia de um universo centrado no Sol já havia sido
apresentada pelo astrônomo e matemático grego Aristarco de Samos (310 a.C. -
230 a.C.), sem aceitação, no entanto, por parte de seus contemporâneos. A
proposição de Copérnico ganhou substância graças à sua adequada fundamentação
matemática e ao progresso científico subsequente.
Até o século XVI, a visão de que a Terra estava
posicionada no centro do universo era predominante. O que se entendia por
universo, aliás, era um conjunto de astros muito limitado em relação ao que
compreendemos hoje; como ainda não havia sido inventado o telescópio, os astros
conhecidos restringiam-se ao que podia ser observado a olho nu. Assim, o
universo era considerado composto apenas pela Terra, no centro, envolta por
várias esferas cristalinas invisíveis onde se moviam cada um dos demais astros
conhecidos: Lua, Mercúrio, Vênus,
Sol, Marte, Júpiter, Saturno e estrelas fixas –
nesta ordem. Esse modelo geocêntrico, sistematizado ainda no século II pelo
astrônomo e matemático Ptolomeu, era
ensinado como padrão e oficializado pela instituição mais poderosa da Idade
Média, a Igreja Católica, característica que o classificava como intocável em
uma das épocas mais conservadoras de toda a história.
Copérnico, ele próprio religioso e
sabedor das dificuldades que as novas ideias encontravam na sociedade de sua
época, foi bastante cauteloso ao introduzir o modelo heliocêntrico. Em 1530,
escreveu um manuscrito que não chegou a ser publicado, o Commentariolus,
em que apresentava um esboço de seu modelo. Nele, o Sol era posto no centro do
universo e, em torno dele, giravam todos os planetas, inclusive a Terra, que
tinha, por sua vez, a Lua ao seu redor. Graças à medição das distâncias
planetárias, tornada possível no sistema copernicano, a ordem dos planetas a
partir do Sol foi corretamente estabelecida – Mercúrio, Vênus, Terra, Marte,
Júpiter e Saturno –, com as estrelas fixas mantidas como os astros mais
distantes do universo. As ideias de Copérnico em sua forma final apenas se
tornaram públicas no ano de sua morte, em 1543, quando sua obra De
Revolutionibus Orbium Coelestium foi publicada.
A consagração do modelo de universo
proposto por Copérnico veio ao longo do século seguinte, quando Galileu Galilei,
em 1610, reuniu evidências do heliocentrismo através de observações
astronômicas realizadas com telescópios; quando Johannes Kepler,
entre 1609 e 1619, obteve as leis do movimento planetário e fez cálculos
precisos das posições dos astros usando órbitas heliocêntricas; e quando Isaac Newton, em
1687, explicou corretamente o movimento dos planetas em torno do Sol ao
enunciar a lei da
gravitação universal. Ao final do século XVII, a concepção de universo
inaugurada pela revolução copernicana mostrava-se incontestável diante da
observação da natureza.
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