DATA 12/08/2020
3A – EDUARDO
HABILIDADES/OBJETIVO: Caracterizar o idealismo e dialética no pensamento hegeliano.
ATIVIDADE: 01 – QUEM FOI HEGEL?
LINK DE VIDEO AULA: youtube.com/watch?v=ZJIKerSAqUY
3B NARA
Atividades e Orientação:
·
Coloque a data e o assunto da
aula de hoje em seu caderno,
·
Leia atentamente o texto,
·
Em seguida, copie o texto em
seu caderno.
Dialética
O Método Dialético,
frequentemente referido apenas como Dialética, é uma forma de
discurso entre duas ou mais pessoas que possuem diferentes pontos de vista
sobre um mesmo assunto, mas que pretendem estabelecer a verdade através de
argumentos fundamentados e não simplesmente vencer um debate ou persuadir o
opositor. Embora o ato em si seja fundamental na formação da filosofia, o termo
foi popularizado apenas com o advento dos diálogos socráticos de Platão.
Para estabelecer a dialética, Sócrates encontrou na Verdade o maior valor, propondo que
a verdade poderia ser descoberta através da razão e lógica em uma discussão.
Desta forma, Sócrates se opôs a retórica como uma forma de arte que visa
agradar os ouvintes e também a oratória, que convence por vias emocionais, não
requerendo lógica ou prova.
O propósito do método dialético é resolver
os desacordos através de discussões racionais, e, em ultima análise, a busca
pela verdade. A forma herdada de Sócrates para proceder tal discussão é mostrar
que uma dada hipótese leva a contradições, então, forçar a retirada da hipótese
como candidato a verdade. Desta forma, teríamos de encontrar outro candidato a
verdade, para verificar se este também estaria comprometido com uma
contradição, de tal forma que pudesse ser eliminado. Aquele candidato a verdade
que por todos os meios não pudesse ser refutado, manter-se-ia como tal.
Este proceder, herdado de Sócrates,
levou Aristóteles a
afirmar que a dialética é a lógica do provável, daquilo que parece aceitável a
todos ou a maioria, mesmo quando não se pode demonstrar, já que exige apenas
que não seja possível eliminar o candidato à verdade. Na mesma linha de análise
que Aristóteles, Immanuel Kant,
considerado o maior filósofo da era moderna, avaliou a dialética como nada mais
que uma ilusão, tratando-se do que chamou de "lógica das aparências",
por basear-se em aspectos subjetivos, recusando a explicação causal da
realidade.
A forma mais comum atualmente utilizada é
a que foi apresentada por Johann Gottlieb Fichte, também adotada por Georg
Wilhelm Friedrich Hegel, que consiste em abordar a questão a ser discutida na
forma de tese e antítese, com objetivo de chegar-se a transcendência de ambas,
na síntese, que seria uma terceira tese. Segundo estes autores, o objetivo da
dialética não seria interpretar a realidade, mas refleti-la.
A dialética Fichteana/Hegeliana é baseada
em quatro conceitos:
- Tudo existe em um tempo médio, ou seja, tudo é
finito e transitório.
- Tudo é composto de contradições – a palavra
"contradição" é por vezes reinterpretada pelos alguns estudiosos
como "forças opositoras".
- Mudanças graduais levam a crises, Fichte sugere
uma estratégia que consiste em mudar o ponto defendido quando uma força
sobrepõe sua força opositora – a ideia é que mudanças quantitativas levam
a mudanças qualitativas.
- A mudança é espiral (sobreposição) e não circular
– não se trata apenas de um caso de negação da negação, mas a sublimação.
Para além de Sócrates e Fichte, o conceito
de dialética este presente na filosofia de Heráclito, conhecido por propôr que tudo está em constante
mudança, de tal forma que a história do método dialético se confunde com a
história da filosofia.
No século XX, a receptividade a dialética,
especialmente a dialética de Fichte, afastou a filosofia anglo-americana
daquela chamada "continental", referindo-se particularmente aos
filósofos do continente europeu. No continente a dialética tem papel
fundamental na estrutura filosófica, enquanto na Grã-Bretanha e Estados Unidos
a dialética não possui papel claro na filosofia, sendo o positivismo mais
relevante. Alguns filósofos como Karl Popper dedicaram-se a mostrar que a
dialética levava a aceitação da contradição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário