DATA 20/08/2020
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Leis de Newton
As leis de Newton fundamentam a base da Mecânica
Clássica. São um conjunto de três leis capazes de explicar a dinâmica que
envolve o movimento dos corpos. Essas leis foram publicadas pela primeira vez
pelo físico inglês Isaac Newton, no ano de 1687, em sua obra de três volumes
intitulada Princípios Matemáticos da Filosofia Natural.
Introdução às Leis de
Newton
Um dos principais legados deixados
por Isaac Newton foi
a precisa explicação matemática para o movimento dos corpos. A Mecânica Newtoniana
mostrou-se capaz de predizer a trajetória de asteroides e
o surgimento das marés,
tornando-se um dos marcos da Física por trazer equações matemáticas para
a explicação de fenômenos naturais.
Juntas, as três leis de
Newton são usadas para descrever a dinâmica dos
corpos, isto é, as causas que podem alterar seu estado de movimento. Em termos
simples, as leis de Newton tratam de situações em que os corpos permanecem ou
não em equilíbrio. Quando um corpo está sujeito a inúmeras forças que
se cancelam, dizemos que ele encontra-se em equilíbrio estático ou dinâmico, ou seja,
perfeitamente parado ou se movendo com velocidade constante e em linha reta.
O agente responsável pela mudança no estado de
movimento dos corpos é chamado de força, uma grandeza vetorial cuja
unidade é o kg.m/s² e que foi batizada,
posteriormente, como N (Newton). Quando um corpo
está sujeito a uma resultante não nula (diferente de zero) de forças, ele
adquire uma aceleração (variação
de velocidade). Essa aceleração, por sua vez, é inversamente proporcional à
sua massa, ou seja, quanto maior for a massa, menor será a aceleração adquirida
pelo corpo. De acordo com as leis de Newton, a massa é uma medida da inércia do
corpo, ou seja, da tendência que um corpo tem de permanecer em seu atual estado
de equilíbrio estático ou dinâmico.
1ª Lei de Newton
A Primeira Lei de Newton é chamada
de Lei da Inércia. Seu
enunciado original encontra-se traduzido abaixo:
“Todo
corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha
reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre
ele.”
Essa lei diz que, ao menos que haja
alguma força resultante não nula sobre um corpo, esse deverá manter-se em
repouso ou se mover ao longo de uma linha reta com velocidade constante. A Lei
de Inércia também explica o surgimento das forças inerciais,
isto é, as forças que surgem quando os corpos estão sujeitos a alguma força
capaz de produzir neles uma aceleração. Por exemplo: ao pisar no acelerador do
carro, um motorista pode sentir-se comprimido em seu banco, como se houvesse
uma força puxando-o para trás. Na verdade, o que ele sente é a expressão de sua
inércia, ou seja, a tendência que seu corpo tem de permanecer parado ou em
velocidade constante.
Além disso, quanto maior
for a massa de um corpo, maior será sua inércia. Assim,
alterar o estado de movimento de um corpo de massa grande requer a aplicação de
uma força maior. Corpos de massa pequena têm seu estado de movimento alterado
facilmente com a aplicação de forças menos intensas.
Um corpo permanecerá em repouso ou em movimento retilíneo uniforme, a menos que
uma força resultante seja aplicada sobre ele.
A Primeira Lei de Newton é pouco intuitiva: ao
rolarmos uma bola no chão, ela para diante de nossos olhos. Jamais esperaríamos
que ela rolasse eternamente. No caso descrito, porém, a bola está sujeita a uma
força resultante que não é nula: há uma força de atrito entre
a bola e a superfície do chão, desacelerando o objeto continuamente.
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