DATA 13/08/2020
COPIAR E RESPONDER NO CADERNO:
ATIVIDADE 3
TEXTO
I
Canto Primeiro
As
armas e os barões assinalados
Que,
da ocidental praia lusitana,
Por
mares nunca de antes navegados,
Passaram
ainda além da Taprobana,
Em
perigos e guerras esforçados
Mais
do que prometia a força humana,
E
entre gente remota edificaram
Novo
reino, que tanto sublimaram;
[...]
(CAMÕES, L. V de.
Os Lusíadas. São Paulo: Cultrix, 1993, p. 22.)
TEXTO
II
Todos falam na
Política, muitos compõem livros dela; e no cabo nenhum a viu, nem sabe de que
cor é. [...] é de saber que, no ano em que Herodes matou os Inocentes, deu um
catarro tão grande no diabo, que o fez vomitar peçonha; e desta se gerou um
monstro [...] ao qual chamaram os críticos Razão de Estado: e esta Senhora saiu
tão presumida, que tratou de casar [...] com um mancebo robusto, e de más
manhas, que havia por nome Amor Próprio [...] de ambos nasceu uma filha, a que
chamaram Dona Política [...] Criou-se nas Cortes de grandes Príncipes,
embrulhou-os a todos: teve por aios o Maquiavel, Pelágio, Calvino, Lutero, e
outros Doutores dessa qualidade, com cuja doutrina se fez tão viciosa, que dela
nasceram todas as seitas e heresias, que hoje abrasam o mundo. E eis aqui, quem
é a Senhora Dona Política.
Arte de Furtar. 2.
ed. Introdução de Carlos Burlamáqui Kopke. São Paulo: Melhoramentos, 1951. Cap
LX, pp. 262-264. Autor anônimo.
TEXTO
III
DIABO
–
Oh,
que caravela está!
Põe
bandeiras, que é festa.
Verga
alta! Âncora a pique!
– Ó
precioso D. Henrique,
Cá
vindes vós? Que coisa é esta?
Vem
o Fidalgo e, chegando ao barco infernal, diz:
Fidalgo
–
Esta
barca onde vai ora, assim tão
abastecida?
Diabo
–
Vai
para a ilha perdida e há de partir nesta
hora.
Fidalgo
– Para lá vai a senhora?
Diabo
– Senhor, a vosso serviço.
(VICENTE, Gil. “Auto da barca do
inferno”. In: Farsa de Inês Pereira / Auto da barca do inferno / Auto da alma.
São Paulo: Martin Claret, 2001.)
Os
trechos acima são fragmentos de importantes textos da Literatura Portuguesa.
Com base neles e nas obras citadas, julgue as proposições abaixo, utilizando
(V) para as que forem verdadeiras e (F) para as que forem falsas.
I. Em Os Lusíadas, obra do
Classicismo português, o poeta Luís de Camões, tematizando a viagem de Vasco da
Gama, enredada com a mitologia grecolatina, canta os feitos e glórias
portugueses.
II. A epopeia Os Lusíadas, como
texto oriundo do século das luzes, representa o pensamento acerca da liberdade
do europeu de conquistar os povos incultos e não cristãos.
III. No fragmento do texto Arte de
furtar, de 1652, portanto do período barroco, o autor define a política como
uma atividade ligada ao Estado, por meio da personificação de ideias retiradas
do mundo político.
IV. Na passagem do Auto da barca do
inferno, texto representativo do Humanismo português, os personagens Diabo e
Fidalgo são exemplos de alegorias, recurso utilizado por Gil Vicente em seu Auto.
A sequência correta de respostas,
de cima para baixo, é
(A) F – F
– F –
F.
(B) F – V – F – F.
(C) V – F – F – F.
(D) V – F
– V –
V.
(E)
V – V – V – V.
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