DATA 08/09/2020
ATIVIDADES – DIA 08/09 – LER O TEXTO É
REGISTRAR NO CADERNO AS PRINCIPAIS IDEIAS.
Egito Antigo
O Egito
antigo foi palco de uma das mais importantes civilizações da
antiguidade. Ele está localizado no extremo Nordeste da África, numa região desértica, cortada no sentido Sul
Norte por um estreito e fértil vale por onde corre o rio Nilo. A vida às margens do rio Nilo era regada pelo
ciclo das cheias, que ao voltarem ao normal, deixava o solo recoberto com um
limo, muito fértil, que facilitava a prática da agricultura.
Formado a partir da mistura de diversos povos, a
população era dividida em vários clãs, organizadas em comunidades chamadas
monos, que funcionavam como se fossem pequenos Estados independentes. Por volta
de 3500 a.C., os monos se uniram formando dois reinos: o Baixo Egito, ao Norte e o Alto Egito, ao Sul. Por volta de 3200
a.C., os dois reinos foram unificados por Menés, rei do alto Egito, que se
tornou o primeiro faraó, criando a primeira dinastia que deu origem ao Estado
egípcio unificado. Começava um longo período de apogeu da sociedade egípcia -
a era dos grandes faraós.
Sociedade Egípcia
A antiga sociedade egípcia estava dividida de
maneira rígida e nela praticamente não havia mobilidade social. No topo da
sociedade encontrava-se o Faraó e sua imensidão de parentes. O faraó era
venerado como um verdadeiro Deus. Por isso, o governo era considerado
uma monarquia teocrática. Por ser o chefe político de um Estado,
tinha imenso poder sobre tudo e todos.
Abaixo do faraó e de sua família vinham as camadas privilegiadas (sacerdotes,
nobres e funcionários), e as não
privilegiadas (artesãos, camponeses, escravos e soldados). Os
sacerdotes formavam junto com os nobres, a corte real. Os nobres formavam uma
aristocracia hereditária e compunham a elite militar e latifundiária. Os
funcionários estavam a serviço do Estado para planejar, fiscalizar e controlar
a economia. Os artesões eram trabalhadores assalariados que exerciam diferentes
ofícios. Os camponeses formavam a maior parte da população, exerciam a
agricultura e eram forçados a pagar altos impostos. Os soldados eram
mercenários estrangeiros contratados pelo Estado.
Os escravos geralmente eram os inimigos capturados
em guerras de conquista. Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam
apenas roupas velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente
castigados como forma de punição. Eram desprezados pela sociedade e não
possuíam direitos. Na sociedade egípcia, as mulheres tinham uma posição de
prestígio. Podiam exercer qualquer função política, econômica ou social em
igualdade com os homens de sua categoria social. A mumificação era a técnica
desenvolvida pelos egípcios para conservar o corpo, pois a morte apenas
separava o corpo da alma. A vida poderia durar eternamente, desde que a alma
encontrasse no túmulo o corpo destinado a servi-lhe de moradia. Para eles,
depois de julgada e absolvida pelo tribunal de Osíris, a alma vinha em busca do
corpo.
A mumificação consistia em extrair as vísceras e
imergir o corpo numa mistura de água e carbonato de sódio. Depois eram
inseridas substâncias aromáticas, como mirra e canela, para evitar a
deterioração. O corpo era envolvido em faixas de pano, sobre as quais
passava-se cola especial para impedir o contato com o ar. Colocado em um
sarcófago, o corpo era levado ao túmulo, que podiam ser simples ou imensas
pirâmides, onde os faraós tinham lugar reservado numa câmara secreta.
As crenças egípcias giravam em torno da adoração de
vários deuses, o politeísmo, e a crença em deuses com forma humana e animal, o
antropozoomorfismo. Muitos deles eram associados a determinadas forças da
natureza. O politeísmo egípcio era acompanhado pela forte crença em uma vida
após a morte.
A principal arte desenvolvida no Egito antigo foi a
arquitetura. Profundamente marcada pela religiosidade, voltou-se principalmente
para a construção de grandes templos (moradas dos deuses), como os de Karnac, Luxor, Abu-Simbel e
as célebres pirâmides de Gizé (túmulos dos faraós), atribuídas
a Quéops, Quéfren e Miquerinos. A escultura egípcia
atingiu o auge com a construção de grandes proporções como as esfinges e as
estátuas dos faraós.
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Templo de Luxor. Disponível em: http://egitotudosobre.blogspot.com/2016/08/os-belos-templos-de-luxor-e-kernak-no.html acesso em:
13 de maio de 2020 |
Eles chegavam a incrustar nos olhos, pupilas de
cristal. A pintura representava cenas do dia a dia, permitindo hoje se
reconstruir a vida cotidiana dos egípcios.
Economia Egípcia
A economia egípcia era baseada na agricultura, principalmente de trigo,
cevada, frutas, legumes, linho, papiro e algodão. O rio Nilo era
responsável por mover a economia e garantir a unidade política ao antigo Egito.
De suas águas dependia a vida de milhares de pessoas. A construção de diques,
reservatórios e canais de irrigação, era tarefa do Estado. Era desenvolvida a
pesca, a caça e a criação de animais.
Uma característica da economia era que não havia
propriedade privada da terra, que pertencia a comunidade como um todo. Os
camponeses e artesãos eram obrigados a dar parte de seus produtos para o Estado
em troca do direito de cultivar o solo.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/egito-antigo/ Acesso em: 14 de maio de 2020. (Adaptado)

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