quinta-feira, 8 de outubro de 2020

GEOGRAFIA 7A e B 09/10

 DATA 09/10/2020

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As desigualdades apontadas pelo estudo

Em todas as 20 cidades estudadas, a concentração de atividades nas regiões centrais, aliada ao desempenho e à conectividade das redes de transporte, faz com que o centro das cidades e seu entorno sejam áreas de alta acessibilidade a oportunidades e serviços. As regiões de periferia, por outro lado, são definidas pelo estudo como “desertos de oportunidades”, por terem níveis de acesso (a redes de transporte) significativamente mais baixos.

Os resultados mostram ainda que a população branca e de alta renda tem, em média, mais acesso a oportunidades de trabalho, saúde e educação do que a população negra e pobre em todas as cidades estudadas, independentemente do meio de transporte considerado (a pé, de bicicleta ou transporte público).

“Essa desigualdade pesa sobretudo para os grupos populacionais de baixa renda, os quais são levados a morar em regiões com menos desenvolvimento econômico e menos servidas de infraestrutura urbana e serviços de transporte”.

Estudo “Desigualdades socioespaciais de acesso a oportunidades nas cidades brasileiras - 2019” (Ipea/ITDP)

O estudo esclarece que não é possível nem desejável eliminar totalmente as desigualdades espaciais de acessibilidade. No caso dos serviços públicos, eles são posicionados no território de acordo com um planejamento estratégico, que também leva em conta a eficiência econômica.

A desigualdade de acesso aos postos de trabalho é, segundo estudo, “da dinâmica da economia espacial e urbana que a localização dos empregos seja influenciada por economias de aglomeração que farão naturalmente com que haja certa desigualdade” (ou seja, quão maior forem as oportunidades de lucro concentradas num local, maiores serão as probabilidades de se encontrar empregos/trabalhos ali). Ainda assim, “o mínimo que se espera, do ponto de vista da justiça distributiva, é que essas políticas contribuam para reduzir tais desigualdades de acesso a oportunidades, priorizando a melhoria das condições de transporte das pessoas em situação de vulnerabilidade e que mais dependem do transporte público e ativo”.

A seguir, se destacam 5 casos da pesquisa que ilustram a realidade brasileira.

O acesso à saúde no Rio de Janeiro

O estudo estimou o tempo mínimo que se levaria no transporte público em horário de pico para acessar estabelecimentos do Sistema Único de Saúde, começando a viagem a partir de diferentes regiões da cidade do Rio de Janeiro.

No caso do Rio, cerca de 46% da população conseguiria chegar a um dos 318 estabelecimentos de saúde com serviço de média complexidade em menos de 15 minutos por transporte público. Esse tipo de serviço dá alcance a clínicas, Unidades de Pronto-Atendimento e hospitais-escolas, que dão conta de alguns procedimentos de intervenção, bem como tratamentos a casos crônicos e agudos de doenças.

Mas apenas 17% da população conseguiria chegar à unidade mais próxima de casa nesse mesmo tempo caso precisasse acessar um dos 108 estabelecimentos com serviços de alta complexidade (hospitais de grande porte, onde são realizadas manobras mais invasivas e de maior risco à vida).


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