quarta-feira, 7 de outubro de 2020

HISTÓRIA 6A e B 08/10

 DATA  08/10/2020

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Período Monárquico (753 a.C.-509 a.C.)

O estudo deste período que durou quase dois séculos e meio é baseado em pesquisas arqueológicas e na interpretação das lendas e tradições. Durante a monarquia (ou realeza), Roma foi dominada por outros povos que lá viviam como os etruscos, que durante cerca de cem anos dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Acredita-se que, durante a Monarquia, Roma teve sete reis: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio, o Antigo, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo. Desses reis, os quatro primeiros eram italiotas, e os três últimos, etruscos.

Durante o período monárquico, a agricultura e a pecuária foram as atividades que predominaram entre os romanos para a obtenção de seus meios de subsistência. O trigo, o azeite e o vinho eram os produtos agrícolas mais importantes. O gado, além de fornecer a carne e os laticínios, era utilizado como tração no arado.

A indústria e o comércio figuravam como atividades secundárias. A indústria doméstica (armas e utensílios) bastava para as necessidades mais imediatas. O comércio não chegou a dar origem a uma classe profissional, uma vez que as operações mercantis permaneceram nas mãos dos grandes proprietários rurais.

A sociedade romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de nascimento. Patrícios: descendentes dos latinos, fundadores da cidade de Roma. Composta pela nobreza, que tinha suas bases assentadas na grande propriedade rural (latifundium); constituíam a camada dominante da sociedade romana. Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios prestando-lhes diversos serviços pessoais, em troca de auxílio econômico e proteção social. Plebeus: pequenos proprietários, comerciantes e estrangeiros que constituíam a grande maioria da população romana. Constituía-se de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas pelos romanos. A princípio, os plebeus não tinham direitos de cidadão: não podiam exercer cargos públicos, nem participar da Assembleia Curial. Entretanto, lutando por seus interesses, os plebeus foram conquistando uma série de direitos e privilégios reservados só aos patrícios. Escravos: prisioneiros de guerra, em número reduzido no período monárquico. Trabalhavam nas mais diversas atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam as funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado um mero bem material, uma coisa subumana, uma propriedade do senhor. Por isso, o senhor tinha o direito de castigá-lo à vontade, de vendê-lo, de alugar seus serviços, de decidir sobre a sua vida ou morte.

Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle dos patrícios. Rei: a autoridade suprema. Era o chefe militar e religioso e juiz. Era fiscalizado pela Assembléia Curial e o Senado. Senado: conselho formado por velhos cidadãos, responsáveis pela chefia das grandes famílias (gens).  As principais funções do Senado eram: propor novas leis e fiscalizar a ação do rei. Formado nos primeiros tempos, por trezentos velhos chefes de famílias patrícias escolhidos pelo rei. Assembléia Curial: compunha-se de cidadãos que estavam agrupados em cúrias (conjunto de dez clãs ou gens). Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A Assembleia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou rejeitar leis, aclamar o rei etc.

A aproximação dos reis etruscos com a camada plebeia levou os patrícios a deporem o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, dando fim à monarquia e instituindo a República em Roma.

Disponível em: http://www.historiamais.com/roma_monarquia.htm. Acesso em: 24 de ago. de 2020.

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