DATA 08/10/2020
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Período Monárquico
(753 a.C.-509 a.C.)
O estudo deste período que durou quase dois séculos e
meio é baseado em pesquisas arqueológicas e na interpretação das lendas e
tradições. Durante a monarquia (ou realeza), Roma foi dominada por outros povos
que lá viviam como os etruscos, que durante cerca de cem anos dominaram a
cidade, impondo-lhe seus reis. Acredita-se que, durante a Monarquia, Roma teve
sete reis: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio, o
Antigo, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo. Desses reis, os quatro primeiros
eram italiotas, e os três últimos, etruscos.
Durante o período monárquico, a agricultura e a
pecuária foram as atividades que predominaram entre os romanos para a obtenção
de seus meios de subsistência. O trigo, o azeite e o vinho eram os produtos
agrícolas mais importantes. O gado, além de fornecer a carne e os laticínios,
era utilizado como tração no arado.
A indústria e o comércio figuravam como atividades
secundárias. A indústria doméstica (armas e utensílios) bastava para as
necessidades mais imediatas. O comércio não chegou a dar origem a uma classe
profissional, uma vez que as operações mercantis permaneceram nas mãos dos
grandes proprietários rurais.
A sociedade
romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de
nascimento. Patrícios: descendentes
dos latinos, fundadores da cidade de Roma. Composta pela nobreza, que tinha
suas bases assentadas na grande propriedade rural (latifundium); constituíam a
camada dominante da sociedade romana. Clientes:
eram homens livres que se associavam aos patrícios prestando-lhes diversos
serviços pessoais, em troca de auxílio econômico e proteção social. Plebeus: pequenos proprietários,
comerciantes e estrangeiros que constituíam a grande maioria da população
romana. Constituía-se de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas
pelos romanos. A princípio, os plebeus não tinham direitos de cidadão: não
podiam exercer cargos públicos, nem participar da Assembleia Curial.
Entretanto, lutando por seus interesses, os plebeus foram conquistando uma
série de direitos e privilégios reservados só aos patrícios. Escravos: prisioneiros de guerra, em
número reduzido no período monárquico. Trabalhavam nas mais diversas
atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam as
funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado um
mero bem material, uma coisa subumana, uma propriedade do senhor. Por isso, o
senhor tinha o direito de castigá-lo à vontade, de vendê-lo, de alugar seus
serviços, de decidir sobre a sua vida ou morte.
Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle
dos patrícios. Rei: a autoridade
suprema. Era o chefe militar e religioso e juiz. Era fiscalizado pela
Assembléia Curial e o Senado. Senado:
conselho formado por velhos cidadãos, responsáveis pela chefia das grandes
famílias (gens). As principais funções
do Senado eram: propor novas leis e fiscalizar a ação do rei. Formado nos
primeiros tempos, por trezentos velhos chefes de famílias patrícias escolhidos
pelo rei. Assembléia Curial:
compunha-se de cidadãos que estavam agrupados em cúrias (conjunto de dez clãs
ou gens). Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A
Assembleia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou
rejeitar leis, aclamar o rei etc.
A aproximação dos reis etruscos com a camada plebeia
levou os patrícios a deporem o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, dando fim à
monarquia e instituindo a República em Roma.
Disponível em: http://www.historiamais.com/roma_monarquia.htm. Acesso em: 24 de ago. de 2020.
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